06/12/2008

SALVADOR NÃO É SÓ "Ó PAÍ, Ó"

Infelizmente não assistí a todos os capítulos da série Ó PAÍ, Ó, na Rede Globo. Mas aqueles que assistí fiquei impressionado com as interpretações dos atores, que atuaram com uma naturaridade digna de muitos elogios. As falas aconteciam como conversas imediatas, sem que fossem decoradas préviamente.


Sei que muitas pessoas que nunca estiveram em Salvador, ou vieram a trabalho, tem a pior impressão sobre a cidade, e que assistindo a um dos capítulos devem ter dito: "tá vendo como é Salvador", "não lhe disse como é a cidade", ou até jocosamente podem ter dito: "ó paí, ó como é Salvador!!".


Moro em Salvador há 06 anos e digo que a série retrata um lado folcrórico da cidade, mas cujos sentimentos de solidariedade, companherismo, alegria de viver(independente da condição social), se irradiam por toda a cidade.
Salvador ao contrário de muitas cidades do país (principalmente do sudeste e sul), não é demarcada por zona norte ou sul. É uma cidade que por onde se anda, vê o rico convivendo com o pobre, sem grandes confrontos sociais.
Isto é possível porque o povo baiano é da paz. É uma cidade onde os estranhos se falam facilmente.


Não se pode julgá-la somente com viagens de trabalho, é preciso vivenciá-la pelo menos como turista.
Eu ainda não conheço ninguém que não tenha mudado de opinião depois de passar alguns dias na cidade.


É óbvio que tem criminalidade mas que comparada com outras cidades é bem menor, apesar da pobreza reinante entre seus habitantes.
Para se ter uma idéia, 60% da população de Salvador vive com até 02 salários mínimos, enquanto que o número de famílias com renda mensal superior a R$ 10 mil não passa de 10% da sua população.
Sua frota é de aproximadamente 600 mil veículos para uma população de 2,8 milhóes, enquanto que em Belo Horizonte, por exemplo, é de 1,2 milhão de veículos para uma população de 2,5 milhões.

"É mas a cidade tem muita gente negra".
Então antes de visitá-la, cure-se!!

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