19/12/2008

O QUE É ALMA DE VENDEDOR ?

Transcrevo abaixo parte de um texto com uma visão interessante sobre a questão:

"O que é alma de vendedor? No meu ponto de vista, antes e acima de tudo, é dar uma causa nobre no atendimento ao cliente. A excelência de vendas significa criar para este cliente um momento inesquecível de vida. A virtude engrandecedora do vendedor consiste na realização plena de uma necessidade de um ser humano. O vício entorpecedor significa tirar mais uma nota fiscal. O vendedor com alma entenderá que a última coisa que ele está vendendo é o produto em si. Uma televisão não é uma televisão; ela é a companheira dos momentos de solidão, ela é a fantasia de se vivenciar uma novela, ela é amiga fanática do torcedor por um clube. Uma televisão é Corinthians, Palmeiras, Flamengo ou qualquer outro time. Porque ela tem vida. Um forno não é um forno. Ele é o instrumento que permite alimentar ou até, em muitos casos, divertir os chefs amadores. A última utilidade de um relógio é informar as horas. E assim por diante. A alma do vendedor estará no céu se estas nuanças, mais nobres, mais elevadas, forem compreendidas. Em meu ponto de vista, lucro é a taxa de corretagem da felicidade que o cliente paga para usufruir tudo que aquele produto permite. Hoje não se vende produto; a alegria é vendida. Quando este conceito for entendido, haverá uma retroalimentação de autoconfiança no sentimento do vendedor, porque, ele/ela se sentirá útil e perceberá que sua profissão tem uma efetiva contribuição ao universo. E aí ninguém vai segurar esta nobre profissão, e todos vão responder: "Eu tenho muito orgulho de ser vendedor". (Gazeta Mercantil/Caderno D - Pág. 7)(Marco Aurélio Ferreira Vianna - Palestrante, consultor, escritorem estratégia e humanismo, autor do livro "Líder Diamante– O Sétimo Sentido" mafv@marcoaurelioferreiravianna.com.br)

18/12/2008

REDUÇÃO DE CUSTOS

Em tempos de crise surgem as preocupações com corte de custos, e geralmente significa demissão de pessoal.

Hoje com a crise mundial, os dirigentes parecem estar desesperados pois até a pouco tempo estavam tratando do crescimento da empresa, e agora deve adequa-lá à nova realidade.
Em épocas de vacas gordas tudo pode e o controle dos custos fica relegado a segundo plano.
É um enorme erro pois a economia de custos deve ser constante, garantindo recursos para auxiliar no período de vagas magras.

Todos os itens que implicam em custos para a empresa devem ser permanentemente controlados, mesmo aqueles que não estão ligados diretamente ao produto da empresa, tais como: material de escritório, de limpeza, alimentação, patrocínios,viagens, dentre muitos outros.

Tais desperdícios ocorrem não só em pequenas e médias empresas, mas também nas grandes ou mesmo nas multinacionais. .
Nas pequenas e médias empresas é devido ao fato do empreendedor ser limitado no negócio sem experiência em gestão, aliado à característica de normalmente não dar ouvidos aos seus colaboradores.
Já nas grandes empresas isto ocorre devido a alta rentabilidade obtida nas vendas que induz a menor importância dos custos indiretos, aos vários departamentos com poder de gastos, como também nas “imperfeições” nos processos de compras.

Feito o dever de casa, em cenários ruins muitas empresas conseguem sobreviver, outras até enxergam oportunidades para crescimento.

06/12/2008

SALVADOR NÃO É SÓ "Ó PAÍ, Ó"

Infelizmente não assistí a todos os capítulos da série Ó PAÍ, Ó, na Rede Globo. Mas aqueles que assistí fiquei impressionado com as interpretações dos atores, que atuaram com uma naturaridade digna de muitos elogios. As falas aconteciam como conversas imediatas, sem que fossem decoradas préviamente.


Sei que muitas pessoas que nunca estiveram em Salvador, ou vieram a trabalho, tem a pior impressão sobre a cidade, e que assistindo a um dos capítulos devem ter dito: "tá vendo como é Salvador", "não lhe disse como é a cidade", ou até jocosamente podem ter dito: "ó paí, ó como é Salvador!!".


Moro em Salvador há 06 anos e digo que a série retrata um lado folcrórico da cidade, mas cujos sentimentos de solidariedade, companherismo, alegria de viver(independente da condição social), se irradiam por toda a cidade.
Salvador ao contrário de muitas cidades do país (principalmente do sudeste e sul), não é demarcada por zona norte ou sul. É uma cidade que por onde se anda, vê o rico convivendo com o pobre, sem grandes confrontos sociais.
Isto é possível porque o povo baiano é da paz. É uma cidade onde os estranhos se falam facilmente.


Não se pode julgá-la somente com viagens de trabalho, é preciso vivenciá-la pelo menos como turista.
Eu ainda não conheço ninguém que não tenha mudado de opinião depois de passar alguns dias na cidade.


É óbvio que tem criminalidade mas que comparada com outras cidades é bem menor, apesar da pobreza reinante entre seus habitantes.
Para se ter uma idéia, 60% da população de Salvador vive com até 02 salários mínimos, enquanto que o número de famílias com renda mensal superior a R$ 10 mil não passa de 10% da sua população.
Sua frota é de aproximadamente 600 mil veículos para uma população de 2,8 milhóes, enquanto que em Belo Horizonte, por exemplo, é de 1,2 milhão de veículos para uma população de 2,5 milhões.

"É mas a cidade tem muita gente negra".
Então antes de visitá-la, cure-se!!

27/11/2008

O BAIANO É PREGUIÇOSO

Por muito tempo escutei que o povo baiano é preguiçoso, que não gosta de trabalhar e só pensa em festas.Por conta de tal fama se escuta inúmeras piadas sobre o assunto.
Depois de ter morado em várias cidades brasileiras, há 06 anos optei por morar em Salvador, quando então passei a conhecer o povo baiano no seu cotidiano, bem como a ler sobre o desenvolvimento que o Estado da Bahia vem experimentando nos últimos anos, e concluí que tal afirmação não passa de estigma.

Mas a prova maior contra este estigma é que não seria possível a realização da maior festa de rua do mundo, o carnaval de Salvador. Para a sua realização é necessário o trabalho de um contingente de 200 mil pessoas entre cordeiros(que seguram a corda do bloco), seguranças, técnicos diversos, fiscais e muitos outros.
Para quem nunca participou deste carnaval não sabe como é muito bem organizado pelos baianos.

Sei que o movimento migratório para a Bahia tem sido intenso nos últimos anos, mas com certeza, não ao ponto de atender ao crescimento que a Bahia vem registrando na demanda por mão-de-obra.

É o povo baiano que está colocando a mão na massa..............do acarajé e do trabalho.

26/11/2008

Brasil: Poupança X Consumo

"A cultura de poupar dinheiro ainda é pouco difundida entre os brasileiros, apontou a pesquisa Consumer Watch, realizada no ano passado pela LatinPanel. O levantamento mostrou que 74% dos 9 mil entrevistados não poupam absolutamente nada de sua renda"

Na minha opinião, 74% dos brasileiros não poupam devido aos seguintes motivos:
1) Até pouco tempo atrás não tinham o que poupar em função da baixa renda e desemprego,
2) Com os programas sociais atuais, o aumento do emprego e da renda, os brasileiros estão
realizando seus sonhos de consumo, principalmente aquelas das classes D e E.

Apesar de não conhecermos ainda as consequências da atual crise financeira, acredito que a tendência no Brasil será de aumento no endividamento pessoal, desde que se tenha oferta de crédito no mercado.
O governo federal se empenhará neste sentido pois sabe que é fundamental para a economia do país.
Além do mais, o nível de endividamento do país ainda é muito baixo, correspondendo a 40% do PIB, enquanto que nos países que participam do G7 esta relação é acima de 80%, chegando até a ultrapassar 100% do PIB, em alguns casos.

Ainda temos muito espaço, portanto vamos buscar vendas!!

25/11/2008

RECESSÃO AQUI E NOS EUA

Uma vez lí uma comparação entre a recessão nos EUA e no Brasil: nos EUA o consumidor deixa de adquirir 10 pares de tênis / ano, diminuíndo para 09 pares, enquanto que no Brasil o consumidor deixa de adquirir seu único par anual.

Tendo em vista a situação atual das 02 economias, esta comparação deverá se alterar.

20/11/2008

Em 1995 Nick Leeson levou à falência o tradicional banco inglês Barings.
Desde daquela época passei a acreditar que na globalização nenhum banco está imune à falencia, e é exatamente o que estamos assistindo com a atual crise financeira.